Publicado em: Pecuária

Uberlândia sedia de 27 a 30 de agosto a 2ª edição do Cities – Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade.

Nesta edição parte do conteúdo abordado foi voltado para o agronegócio, muito debate-se sobre a inovação tecnológica no campo. Os participantes puderam conhecer e compreender melhor o uso da tecnologia no campo, como ela afeta a vida do produtor rural, mas sobretudo como a transformação tecnológica ainda vai afetar a agricultura e a pecuária nos próximos anos.

Na pecuária já está em uso a coleira que monitora a ruminação, para detectar variações que pode indicar debilidades no animal e assim antecipar o tratamento de doenças antes que elas se manifestem, ou ainda detectam oscilações de temperatura corporal que indicam o momento certo para a reprodução, já é uma realidade.

A junção das tecnologias físicas, digitais e biológicas resinificou a forma como se faz negócios, como se interage socialmente e evidentemente, como se produz.

Neste contexto, era de se esperar que esses novos recursos fossem rapidamente trazidos para o agronegócio, segmento acostumado a gerenciar uma dezenas de variáveis, como condições climáticas, quantidade de água no solo, peso dos animais, volume de alimentação diária do rebanho, nível de insolação no terreno, por exemplo.

A agricultura e a pecuária estão sempre em voga no Brasil devido ao seu substancial impacto na economia – o setor é responsável 24% do PIB brasileiro, segundo o IBGE. Mas, o agronegócio vem chamando atenção por um novo motivo: a revolução 4.0 pela qual ele está passando.

Assim como o motor à combustão interna revolucionou o século XX e os mainframes (supercomputadores) mudaram a maneira como a sociedade geria dados nos anos 70, agora assiste-se a reorganização da produção com a chegada dos drones, das impressoras 3D, da computação em nuvem e tantas outras inovações.

A tecnologia voltada para as atividades do campo melhoram os serviços por meio de sistemas digitais, reduzem os custos e aumentam a produção. Essa digitalização das atividades vem crescendo e o mais interessante é que, além de aperfeiçoar serviços já existentes e permite um uso mais consciente dos recursos naturais.

No que diz respeito a pecuária ainda há um longo caminho a percorrer. Existe uma grande margem para implantar melhorias no sistema produtivo de bovinos. “O pecuarista é mais conservador, talvez, por isso o uso da tecnologia pela pecuária ainda não avançou tanto. Mas eu diria que esse é um caminho sem volta. A tecnologia e suas ferramentas vieram para ajudar o produtor rural a se tornar mais eficaz e mais eficiente em seus processos, tanto os de gestão como de produção. Como consequência dessa revolução tecnológica temos a potencialização do desempenho das propriedades gerando maior rentabilidade.” Afirma Marcelo Prado fundador da MPrado Consultoria Empresarial.

Por outro lado, o agronegócio ainda enfrenta muitos gargalos que desafiam o produtor, atrapalharam a competitividade e a produtividade. Vale ainda ressaltar que o agronegócio não é apenas setor de grandes produtores, mas também de pequenos e médios.

João Alexandre Loyola, da R2M Consultoria e Capacitação, enfatizou no painel que liderou durante o CITIES a preocupação com a demanda crescente por alimento e que neste cenário o Brasil aparece como um grande player capaz de não só fornecer alimento para o mercado interno, mas para todo o mundo. Os desafios logísticos, o déficit de armazenamento, o pouco acesso a crédito pelo o pequeno e médio produtor são alguns dos gargalos que o país precisa trabalhar para a sustentabilidade do agronegócio.

Fonte: MGR Assessoria de Comunicação