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Perfeita representante da mulher pecuarista, Helena Leonel Curi é exemplo de sucessora e profissional apaixonada antes mesmo de pegar o diploma de médica veterinária

Foto Arquivo Pessoal

 

Helena é um daqueles casos preciosos de filhos que não precisam ser convencidos a serem sucessores. Qualquer um que a veja na lida da fazenda ou apresentando o gado nas pistas de julgamento pode perceber o olhar apaixonado de quem tem a sorte de amar profundamente o que faz. Seja no manejo do gado sindi ou dos muares, sempre acompanhada pelos seus fiéis e amados cachorros heelers, Helena transborda alegria em trabalhar com os animais. E não tem tempo ruim para ela, que vai da pista para o chocho, faça chuva ou faça sol, com a naturalidade e atitude de quem nasceu para isso.

Filha dos pecuaristas Felipe Curi e Cláudia Leonel, da Fazenda Porangaba, Helena tem no sangue a paixão pela pecuária. O gosto pelos animais veio de casa, ensinado pelos pais, que também a incentivaram a estudar e conhecer tudo sobre a raça sindi, o zebuíno que a família seleciona há 13 anos. Pouco tempo depois que começaram a trabalhar com o sindi, Helena começou a trabalhar na fazenda, em Jardinópolis, interior de São Paulo, quando tinha apenas 15 anos. Com o tempo, a lista de suas responsabilidades foi aumentando, junto com sua determinação e importância para o funcionamento da propriedade.

Quando chegou a hora de cursar o Ensino Superior, mudou-se da sua cidade natal, Ribeirão Preto (SP), para Uberaba (MG), cidade internacionalmente reconhecida como formadora de profissionais de excelência para agropecuária. Hoje com 24 anos, a jovem pecuarista está terminando a graduação em Medicina Veterinária. Já mora na Fazenda Porangaba, administrando de perto o manejo do gado, os acasalamentos, as apartações e a preparação para apresentação nas pistas de julgamento, nas quais ela conduz os destaques da seleção, que sob sua condução já conquistaram várias premiações. Mas, apesar das grandes emoções das pistas, ela confessa que a parte mais satisfatória é o dia-a-dia no campo.

“Minha missão é com a raça. Quero trabalhar para fazê-la conhecida e pintar o Brasil de vermelho, cor de sindi! Confio na minha raça e no melhoramento genético que eu e muitos criadores estamos fazendo, pois sei que ela tem muito potencial e muitas qualidades que fazem dela a raça perfeita para nosso tipo de manejo”, garante.